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sexta-feira, janeiro 10, 2014

Três espelhos = caleidoscópio

Sempre fiquei deslumbrada com os reflexos em espelhos, desvendando ângulos de enquadramento, iluminação e a definição que as cores ganham através deles.

Fui a uma vidraçaria na semana passada, comprei três retângulos de espelhos, formei um triângulo com eles e montei meu mais novo caleidoscópio.

 Espelho de 5 cm de largura por 10 cm de comprimento.

Dependendo do lado do triângulo o enquadramento apresentado é diferente para um mesmo objeto focado.

Triângulo formado pelos retângulos de espelhos.

Fotografei o mesmo objeto com a luneta caleidoscópio que ganhei (feita em Buenos Aires) e com o caleidoscópio que fiz. Confira abaixo os resultados.

 Estou começando a experimentar imagens na vertical.

 A mesma flor na horizontal com a luneta.

 A luneta é composta por espelhos com largura menor e comprimento maior, não sei precisar quantos centímetros, na ponta conta com metade de uma bola de gude, o que proporciona a distorção e simula a ampliação dos objetos que estão mais próximos.



Caleidoscópio com espelho de 5cmx10cm vazado.

Comprei também retângulos de vidro fumê de 5cmx10cm e montei em triângulo para saber como funcionava como caleidoscópio.

A luz não perpassa todo o caleidoscópio com vidro fumê.

Caleidoscópio com espelho de 5cmx10cm vazado.

Para ver ou rever o resultado obtido com o caleidoscópio com réguas escolares, clique.

Restrospectiva fotográfica resumida

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quinta-feira, janeiro 02, 2014

Luz dos olhos meus

Lembro da época que tirar foto de reflexo para mim significava tirar uma foto do que via através de um espelho. Sim, sabia que a água refletia, que os vidros também, mas não enxergava a poesia em nenhuma das superfícies reflexivas, não ficava encantada, como hoje fico.

A luz dos meus olhos não se identificava com as formas refletidas que vislumbrava, mas timidamente isso foi mudando, até que a timidez foi dominada pela paixão.

Ano passado reencontrei um desenho de Escher, onde vemos ele através do reflexo de um globo. Sim, havia visto essa imagem antes, revê-la me tirou o fôlego, como se a tivesse apreciando pela primeira vez. Mas não me recordei vivamente desta referência quando deslumbrei-me com a bola de natal e comecei a fotografá-las em meu cotidiano.

Por Escher

Recentemente revi um documentário alagoano chamado Mirante Mercado, de Hermano Figueiredo, fiquei me perguntando se havia percebido o reflexo em poça d'água em uma das cenas ao assisti-lo pela primeira vez há mais ou menos uma década, não faço a menor ideia se percebi ou o que senti. 

Hoje recebo um alento ao reconhecer ou tropeçar em referências antigas ou novas, conscientemente ou não. 

O deslumbramento ainda me cega, e possivelmente para toda a foto ou experiência reflexiva será preciso um amadurecimento de tempo indeterminado.

Não faço mesmo ideia de quantas coisas me passavam despercebidas ou ainda me passarão. Só posso agradecer pelas que vejo e procurar o equilíbrio para a luz dos olhos meus.

Piso de vidro do Caixa Cultural em Recife-PE.