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domingo, dezembro 23, 2012

Ressignificando: bola de natal

Retrospectivas de fotografias de bolas de natal


Em dezembro de 2007, fotografei uma bola de natal que não tinha reflexo nítido, rs E assim, inconscientemente comecei a minha coleção de fotografias de bolas de natal.

Em dezembro de 2010, já havia assumido a minha paixão por reflexos, e assim, ao encontrar com uma bola de natal pendurada no teto do hotel fazenda em Moreno-PE onde estava participando do encontro de cineclubistas, registrei o momento.

Em dezembro de 2011, depois de passar todo santo dia pela árvore da empresa em que trabalhava paquerando os reflexos das bolas de natal, parei de resistir e fotografei.

No clima de festa, naquele mês ainda, fui almoçar em família e me deslumbrei com encontro entre vidros duplos e uma árvore de natal.

Em 2012, oficializei a minha obsessão por reflexos em bolas de natal. Encontrei uma grande bola em uma loja de departamentos, comprei sem bem saber o quanto iria fotografá-la.

Comecei pelo meu jardim.
Levei-a para passear em Penedo-AL,

Boca da Mata-AL,
e Palmeira dos Índios.
Em Boca da Mata reencontrei uma bola amarela pendurada no teto.
E em Palmeira encontrei uma bola ainda maior e vermelha.

Vou ali aumentar a coleção de fotos e bolas e depois atualizo aqui, rs




2012 - parte I

No final de 2011, quando refletia sobre meus desejos e expectativas para 2012, não tinha clareza em meus pensamentos. Não sabia o que desejar, consequentemente não sabia o que esperar.

Nos primeiros meses do novo ano busquei me concentrar no meu amadurecimento profissional, não sabia bem como. Naquela época o meu lado profissional estava focado na gestão de conteúdo online e no desejo de conseguir expandir meus horizontes.

Juntei esforços e organizei os pensamentos. Meu futuro parecia estar clareando, mas na verdade estava "nublando".

E no mês de abril a angústia foi minha companheira, pois precisava encontrar um novo rumo (um novo emprego), mas nem sabia direito onde procurar.

Felizmente, no fim daquele mês uma nova oportunidade consolidou-se.

Deixei de ser gestora de conteúdo para assumir o cargo de produtora cultural em audiovisual (Analista em audiovisual), uma nova fase bem desafiadora, que me dava um frio na barriga só de imaginar.

Poderia descrever com todos os detalhes o lado bom e o lado ruim da minha vivência nos últimos sete meses como produtora cultural, e ainda assim seria difícil de passar a real dimensão do que é ser analista em audiovisual.

Quando comecei em maio, dezembro parecia tão distante. Hoje estou aqui me despedindo de dezembro, relembrando os últimos meses, satisfeita com a conclusão desta primeira fase e ansiosa pelo novo ano.


 

segunda-feira, novembro 12, 2012

Redescobrindo - a bola e os reflexos


Nunca tive uma bola de natal gigante pendurada na árvore. Mas já havia fotografado bolas de natal e o  reflexo que elas me mostraram. Comprei uma bola gigante e ela não será pendurada na árvore, mas vou pendurá-la por aí e fotografar o que se enquadrar no reflexo dela.


segunda-feira, outubro 08, 2012

Ximbra, Gude, Bola de gude ou Bila? Fotografia

As ximbras fizeram parte da minha infância, guardava-as num pote, tinha familiaridade com elas. Fazia uma roda na areia colocava algumas bolas de gude ao redor e mirava com uma de fora da roda para acertá-las.
Nunca joguei pra valer, mas via os meninos acertarem com força em alguns jogos, e uns saiam com as ximbras dos outros que perderam.
Minhas ximbras sempre me instigaram, achava elas bonitas, mas não me lembro de ver reflexo de algo através delas, a maioria não tinha esse polimento da foto.
Faz algumas semanas que estava andando pelo centro, procurando um material e encontrei um mostruários de ximbras, todas em sacos, cada uma mais colorida, mas as que mais me chamaram atenção foram as que me vi refletindo nelas.

Foto com iluminação artificial

Foto com iluminação natural

domingo, setembro 16, 2012

Quase completamente igual e diferente

Ao ler o título você pensou em alguém muito parecido e ao mesmo tempo diferente de você?
Os laços fraternos, consanguíneos ou não.
As influências, o que absorvermos e abstraímos.
Ao conhecer a mãe, o pai, um irmão, um amigo de um amigo conseguimos identificar rapidamente semelhanças e diferenças?
Não é muito incomum, talvez também não seja comum, captar num curto espaço de tempo como alguém foi influenciada por outro alguém, ao perceber o quanto são parecido sem fazer esforço, ou quão naturalmente diferentes.
Sou diferentemente semelhante, insuportavelmente parecida, inacreditavelmente sintonizada àqueles que amo.

terça-feira, setembro 11, 2012

O perigo de esquecer

Brincando com o esquecimento. Entre os muitos pensamentos pessoais e os raciocínios sobre as ações que precisa realizar, deveres a cumprir, informações a repassar. 
É necessário esquecer de uma coisa para lembrar de outra?
Como é o equilíbrio entre o lembrar e o esquecer? 
O esquecimento é mais faceiro e sabe dar suas rasteiras, principalmente quando não há precaução para que ele não se consolide, ou quando a sobrecarga de afazeres não nós permite retirar do fundo da mente aquele detalhe que pode fazer toda falta. 
Ao iniciar uma atividade e deparar-se com algum desvio no caminho, como evitar que o esquecimento ganhe força e não lembremos de voltar e terminar aquela atividade?
Há momentos que a dilatação da memória é tamanha que só conseguimos lembrar de alguma pendência quando quase não podemos mais resolvê-la ou quando somos surpreendidos pela consequência daquele esquecimento.
 
Mas de que adianta praticar o recordar, sem compartilhar ou aprimorar informações?
Lembrar precisa ser uma prática diária. Precaver o esquecimento é sempre um aprendizado.
Somar, dividir, subtrair e multiplicar.

segunda-feira, setembro 10, 2012

As fotos que não fiz

Ainda não sai por aí após uma chuva ou num dia chuvoso para tirar fotos da cidade até cansar.
Próximo ao meu trabalho tem uma rua que ao chover fica repleta de poças, dependendo da quantidade de chuva pode virar praticamente uma piscina. Paro e ficar analisando como fotografá-las, mas falta coragem de pegar minha câmera e ir fotografar sozinha.
Trabalhando demais, sozinha demais, protelando demais.

sexta-feira, agosto 17, 2012

De carro pela cidade

Não tenho muitas memórias da minha infância, curiosamente uma das poucas que lembro é de estar no carro passeando pela cidade com os meus pais. E junto com essa recordação, vem os detalhes de brincar com minha mãe de observar o que passava pela janela, um lado era meu, e eu deveria dizer tudo que via passando.
Para mim essa brincadeira influenciou o desenvolvimento do meu olhar, e estimulou que eu observasse o mundo a minha volta. Observá-lo é tão maravilhoso. Mas intimidava sair de observadora para realizadora. Mas observar é essencial para realizar. Ainda quero sair por aí agindo e observando de monte, e vc?

sexta-feira, agosto 10, 2012

Barro X Asfalto

Cresci numa rua de barro sem saída e isso deu o tom da minha infância, pois a rua quase não tinha movimento de carro. Podíamos improvisar com um elástico uma "rede de vôlei" amarrando de um lado a outro nos portões da casa. Brincávamos correndo, pega-ladrão, pique esconde, pega-pega. Atravessava a rua sempre com cuidado, mas nunca precisei me jogar na frente de um carro para poder atravessá-la. Andava incansavelmente de bicicleta, pela rua e pelas calçadas. Gostava muito de explorar as calçadas de patins. Felizmente só me mudei para uma rua de asfalto depois dos 20 anos.

sexta-feira, julho 13, 2012

Fotos e Retalhos

Tete adorava o clique da câmera, ficava ansiosa por terminar de usar o rolo de filme para poder mandar revelar e relembrar tudo aquilo que tinha capturado através do clique. Os retalhos pela oficina de costura de sua avó podiam fazê-la terminar com um rolo de filme sem perceber. Tantas cores e texturas, era só misturar de um jeito, dobrar de outro, jogar tudo pro ar, ou observar enquanto Tita escolhia os retalhos, e depois os enrolava com apreço passava um pouco de cola para fixar e dar forma aos braços, pernas, corpo e cabeça da boneca. Compartilhava do pensamento de Tita de que o momento mais encantador era agrupar os pedacinhos de tecido e compor com muitas cores o cabelo da boneca.

Tita tomou gosto por fazer as bonecas, não queria colecioná-las, mas sentia que construía uma história ao dar forma a cada uma delas. Pouco depois de fazer suas primeiras bonecas, Tita foi visitar com uma prima que estava com catapora, levou uma três bonecas dentro da bolsa sem querer e teve vontade de presentear a prima com uma delas. Para alegrá-la estimulou-a a criar uma história para aquela boneca, e riram um bucado imaginando que a boneca era médica, que iria cuidar das outras bonecas para que elas não pegassem catapora também.

Depois daquele dia o prazer de criar as bonecas entrou em sintonia com a realização de criar histórias, e Tita resolveu fazer uma boneca para cada pessoa que ela conhecia. Tete sempre estava por perto fotografando e não tinha como Tita convencê-la de que ela deveria largar a máquina e ajudá-la a fazer as bonecas. Ao receber um álbum com as fotos do processo de elaboração das bonecas, Tita e Tete decidiram dar ainda mais vida as bonecas e suas histórias através da fotografia.

segunda-feira, julho 09, 2012

Contar a sua história ou/e criar uma história

A Tita é reflexo de alguns dos meus desejos, gostaria de aprender a cozinhar, por isso Tita é filha de uma excelente chefe de cozinha, todos os dias ela se delicia com pratos mega bem feitos. Tita também tem avó costureira e aprende um pouco com ela, minha mãe é super talentosa na costura e derivados, mas só de pensar em aprender com ela me dá um preguiça. A Tetê, prima da Tita, é filha de fotógrafos, porque será, né? Claro que tinha que ter fotografia nessa história. A Tita registra sua paixão pela vida através das peças de roupa que cria, conserta ou modifica. A Tetê registra tudo com sua câmera fotográfica e ainda tenta ensinar um pouco sobre fotografia para Tita.

E nesse pensamento me veio um insight.

Retalhos

Tita tinha várias bonecas na instante, mas a boneca que mais lhe encantava foi feita a mão por sua avó. O dia em que sua avó lhe ensinou a fazer bonequinhas a mão, foi um dos momentos mais fascinantes de sua vida. Enrolar cada retalho, passar um pouco de cola, ver ao poucos ganhando forma os bracinhos da boneca, as pernas, o corpinho. Fazer a cabeça da boneca foi a parte mais divertida, desenhar os olhinhos, a boca, colar  pedacinho por pedacinho de retalho e compor o cabelo da boneca.

quinta-feira, junho 21, 2012

Dois pra lá, dois pra cá

Tem um tempo que não danço pra me acabar... Nem precisava necessariamente de convite, mas precisa de companhia. Até posso dançar pra me acabar sozinha, mas sem ter de quem achar graça ou sem ter quem ache graça, fica sem muita coisa.
Com certeza isso se reflete na ausência (momentânea?) de pessoas que gostem de dançar pra se acabar, ou que lembrem de me avisar quando irão fazê-lo.
Minha vida sem dança. Parece besteira viver sem dança, principalmente visto que não sou nenhuma talentosa dançarina. Não sei você, se gosta ou não de dançar...
Gosto muito, pois conheço o prazer que a dança proporciona, a sinergia do som, do corpo, a leveza de espírito, o sorriso dançante, a folia, momento em que nada mais importa só aquela entrega, aquele devaneio, aquela felicidade.
Muitos dos momentos mais felizes que já tive foram dançando.  
Tem um encantamento particular em dançar junto, quer esse junto seja a dois ou a muitos. A dois há a descoberta do passo, do conduzir e deixar-se conduzir. A muitos pode ser uma bagunça muito divertida,  uma sintonia entusiasmante, um compasso deslumbrante.
Quando se está encantado com um música, não há o que impeça de dançá-la, de tentar traduzir em movimentos tudo o que ela provoca em sua mente e corpo.
Muito mágico ver os dançarinos em ação.  
Mas o que eu quero mesmo é dançar pra me acabar...

terça-feira, maio 29, 2012

Tita e a ordem das árvores

Tita com o dicionário nas mãos pergunta a sua mãe. “Como se escreve gugue? Não acho aqui no dicionário”
“Tita, Google não é uma palavra em português, é inglesa.”
“Ufa! Por isso que é tão difícil.”

Tita deixou o dicionário no quarto e voltou com a tarefa da escola.
“Quero pesquisar os pássaros. Preciso fazer pesquisa no gugue!”
“Mas filha você tem um site mais bonito que o Google pra fazer pesquisa!”
“No gugui tem fotos! Naquele de bebe não tem fotos!”

Mila colocou na página do Google e deixou nas fotos dos pássaros para Tita escolher qual queria pesquisar.

Tita abriu foto por foto, e depois de uma hora ainda, muitas janelas aberta e ela não sabia que pássaro escolher. Mila se surpreendeu ao voltar para ver o que Tita estava olhando e encontrá-la ouvindo a música “A ordem das árvores” de Tulipa Ruiz.
“Beija-flor é casa de ipê?” perguntou Tita.
“Oh mãe! A ordem das árvores não altera o passarinho, viu?”

Mila caiu na gargalhada junto com Tita. E mostrou para a filha a letra da música e depois escreveu ordenando o que era árvore e o que era pássaro para que ela pudesse entender.

“Beija-flor é um pássaro? Que bonito beijar a flor.”
Tita escolheu o Beija-flor para desenhar e apresentar na escola e levou a música de Tulipa para mostrar para aos colegas.
“Olha só ela tem nome de flor! Será que o beija-flor beija a Tulipa? Vê só como ela fala engraçado das árvores e dos pássaros” dizia para todos os coleguinhas ao colocar a música para tocar em seu mp3 na hora do intervalo durante vários dias seguidos.

terça-feira, maio 15, 2012

Longa, média ou curta

Ela sentou sozinha a mesa com uma folha de papel em uma mão e um lápis na outra, e mesmo "armada" não era fácil organizar as ideias e selecionar as palavras para construir aquela história. Talvez se desenhasse poderia se expressar mais objetivamente?, pensou. Começou a desenhar, mas a indecisão também alcançara a ideia de desenhar e não conseguiu seguir o traço e construir mais do que uma linha reta.
Respirou fundo e escreveu "Objetivo: construir uma história linear?".

"A casa de Gisele, primeira elemento dessa história." É talvez se eu descrever alguns elementos, dou uma rasteira nas incertezas e me libero. "O quarto de Gisele era azul, havia trocado com seu irmão quando tinha cinco anos, o argumento dele para a troca foi de que o quarto dela era muito sem graça por ser branco. Ele tinha cinco anos, Gisele com quinze achou tão engraçado, disse que trocava por uma noite e após uma década a troca não fora desfeita."

"Desejo de Gisele, segundo elemento da história. Quando tinha sete anos Gisele queria um vestido com estrelinhas igual ao de sua Boneca, não precisava ser da mesma cor, só ter estrelas. Sua mãe não achou um vestido com estrelinhas e chegou em casa com um vestido branco e umas canetas para tecido e propôs a Gisele que juntas desenhassem as estrelas. Era um recordação muito doce lembrar daquela tarde desenhando estrelas coloridas em seu vestido junto com sua mãe."


domingo, maio 06, 2012

Não quero tapioca

Era a primeira vez que Caio sentia o cheiro de uma tapioca.
Teve momentos em que ouvira seus pais falarem ou comerem tapioca em sua casa, mas o cheiro só ficou marcado em sua memória ao ver a tapioca sendo feita naquele momento.
Estava na praia com seus pais e aguardava o seu pedido ficar pronto. Ao ver tantas opções de sabores, ficou confuso e acabou pedindo o sabor tradicional tapioca com coco e queijo. Seu pai pediu uma tapioca mista e sua mãe uma tapioca de quatro queijos. O primeiro cheiro que alcançou as narinas de Caio foi a da tapioca de quatro queijos, abriu o seu apetite. Quando sentiu o cheiro da tapioca de presunto, teve certeza que ela também teria sido uma boa escolha. Foi mais difícil de reconhecer o cheiro de sua tapioca tradicional, pois não era tão forte, nem conseguiu incentivar mais o seu apetite depois dos cheiros anteriores.
E eis que quando recebeu sua tapioca e foi experimentá-la, só conseguia pensar nos outros sabores. Estranhou o gosto do coco e mal comeu a primeira metade de sua tapioca. Acabou por tomar todo a primeira e a segunda lata de refrigerante, não quis pedir outra tapioca, ficou abusado e pediu para ir embora para casa.
Seus pais ofereceram suas tapiocas, mas Caio sentia-se enjoado. A atração despertada pelos cheiros transformou-se em mal estar. Seu pai perguntou o que ele estava sentindo, ele disse que não estava com fome, que não queria mais nem refrigerante.
Ao ver que a mãe terminou de comer sua tapioca, Caio sentou no seu colo. Sua mãe conferiu sua testa para ver se ele estava com febre, perguntou se a garganta doía, ele apenas acenou negativamente com a cabeça.
No carro, Caio dormiu um pouco e assim que o carro parou em casa o mal estar reapareceu e só foi embora depois que ele vomitou.  

domingo, abril 29, 2012

O florescer de um jardim

O início de nossa convivência teve palco nas oficinas do Olhar Brasil em 2008, não me recordo se já tinha visto algum vídeo ou foto de Alice Jardim.

Nesta época, fiquei com vontade de colaborar com uma homenagem que o SESC estava planejando para o fotógrafo alagoano Celso Brandão, sabia que não conseguiria colher depoimentos sobre Celso para montar um documentário sozinha.

Pensei em Alice e ao conversamos ela topou a empreitada, sem hesitar. Nosso entrosamento foi muito produtivo, apesar do pouco tempo. Gravamos 11 depoimentos em menos de duas semanas e editamos em menos de 48 horas. Foi quando Alice me mostrou a abertura de "Celso Brandão" (documentário) que iniciei minha jornada como fã do talento dela.

Logo em seguida ela fez Mané Gostoso, que tornou a minha admiração incondicional.
Suas fotografias sempre me encantaram. E cada vez que conhecia mais um pouco da criatividade, sensibilidade e olhar de Alice o encantamento aumentava. Pude contar com ela como minha assistente de direção nos meus documentários seguintes "Contos de Película" e "Cia. do Chapéu".

Em seu vídeo "Maré Viva" (2011), Alice Jardim assumiu a direção de uma equipe pela primeira vez, participei dessa construção como assistente de produção. E assim Alice mergulhou na sua paixão pela cidade, a qual teve início sabe Deus quanto tempo antes.

E nas formas geométricas da cidade floresce um Jardim estético de imagens estáticas e em movimento. Como tudo que é bom nessa vida, esse Jardim floresce em Alice a cada dia, é reconhecido pelos que o contemplam e cultivado. E um de seus frutos, que também faz parte de sua primeira exposição individual "Dobra", acaba de arrebatar os jurados na 6ª edição do Vivo Art.Mov.

Queria ter guardado a data em que "Todavia" (vídeo arte de Alice) iluminou o meu olhar. É muito forte a lembrança da emoção que me causou ver a nossa cidade (Maceió) na construção caleidoscópica criada por Alice Jardim, que fundiu imagens do cotidiano e/ou multiplicou-as em um vídeo arte exuberante. O tempo de duração das imagens, a passagem entre elas e a progressão visual foram delicadamente construídas.

Se já aguardava com ansiedade pela abertura de sua exposição, agora fica um pouco mais difícil esperar 17 de maio chegar.

Imagem de divulgação de "Dobra"  exposição de Alice Jardim que terá abertura no dia 17 de maio na Pinacoteca Universitária, Maceió-AL.




sexta-feira, abril 06, 2012

Poças

Em agosto de 2011 já estava concentrada na minha caçada por reflexos, o curioso é que até aquele momento a minha jornada tinha sido unicamente fotográfica, como videomaker super me surpreendi de não encontrar  movimentos nos reflexos antes.

Estava numa oficina de Vídeo arte e fui procurar contextos que gostaria de filmar, encontrei uma poça d'água gigante, e assim, realizei o primeiro vídeo com reflexos, fazendo um recorte do cotidiano de minha cidade através do reflexo na poça d'água.

Como estava planejando a minha exposição para este ano, mas acabei adiando sem previsão, nunca publiquei os vídeos de reflexos que fiz desde então, a maioria em poças d'água. Esses dias me bateu uma saudade de capturar reflexos e acabei revisitando meus vídeos e encontrando uns trechinhos para compartilhar.

Um detalhe muito prazeroso foi procurar uma trilha para as cenas, e encontrar no Sound Cloud duas trilhas muito boas do Dom de Oliveira em Creative Commons.

As imagens foram feitas durante o Carnaval deste ano, na tranquilidade da Praia de Sonho Verde em Paripueira, Alagoas. Foram dias chuvosos, o que encheu o entorno de poças d'água, principalmente os caminhos de barro ou areia. Para mim é espetacular ver pessoas através das poças e para você?


domingo, abril 01, 2012

Suspeita de dengue contra-ataca

Em 2006 ainda era uma universitária em meu primeiro ano de estágio, já naquela época não gostava de faltar o trabalho, tanto que após um domingo de febre e advertências de minha mãe para que ficasse em casa repousando, insisti em ir pro estágio.

Fui tão ignorante que agi como se fosse um dia normal e fui andando. Uma hora depois que estava no estágio, sai da sala com uma colega para colar uns avisos no mural, comecei a sentir um mal estar e fui procurar um lugar para sentar, antes que chegasse em alguma cadeira, desmaiei.

Fui socorrida pela colega que pediu que chamassem o médico da empresa, o médico ainda me examinou, e me recomendou repouso, mas não me lembro dele ter falado de dengue.
Acabei não ligando para minha mãe ao ser levada para casa, não queria assustá-la. Mas óbvio que ela ficou preocupada quando me viu chegar tão cedo e de carona. Eis q nem deu tempo dela processar nada direito, pois passei mal de novo, dessa vez rejeitei o que havia comido anteriormente.

Fui para a urgência perto de casa e me medicaram, fiz teste para dengue. Fiquei alguns dias de repouso.

Eis que hoje tive mais um domingo de febre, dessa vez com o diferencial de dor de cabeça também e dores persistentes no corpo e mais uma vez a suspeita de dengue, agora é ficar quietinha em casa pra não desmaiar de novo por aí e aguardar para fazer o teste na terça, aff

domingo, março 25, 2012

Meu olhar por Interiores - parte 3

Prestigiei a pré-estreia de Interiores e 400 anos de solidão nesta quinta (22/03).
Fiquei admirada com a imagem de uma senhora que contava sobre a dedicação do marido em construir o local onde seria sepultado. Além do impacto dessa história que ela contava, a sensação de observar essa senhora foi muito diferente para mim, em certos momentos ela me parecia uma pintura. Como uma das faces do sertão, seu sofrimento não era expresso em seu discurso, mas nas marcas que o tempo estampou em seu corpo. Ela parecia tão frágil e ao mesmo tempo tão forte.

A animação das Carpideiras ficou deslumbrante, parabéns aos talentosíssimos irmãos Salles Bagetti, Werner e Weber.


Trailer Interiores from Núcleo Zero on Vimeo.

quinta-feira, março 15, 2012

Meu olhar por Interiores - parte 2

Dá para curtir um bucado o hotsite de Interiores ou 400 anos de solidão, aos poucos estou me encantando cada vez mais com este projeto e aguardando pacientemente para ver o média-metragem no dia 22 de março.

Hoje olhei atentamente os story boards no álbum Design Gráfico. Já havia me surpreendido ao observar a ficha técnica do filme e ler a palavrinha animação. A Núcleo Zero é responsável por trabalhos muito bonitos e marcantes de animação, entre eles o documentário O matuto Zé Cará, de Tato Salles, com cerca de 9 minutos de animação. Weber Salles Bagetti é o artista responsável pelas animações.



Em alguns vídeos do Diário de bordo no hotsite é possível contemplar testes de animação. 

estudos animações from Núcleo Zero on Vimeo.

Fico só imaginando o resultado final e você?

quarta-feira, março 14, 2012

Meu olhar por Interiores

Interiores ou 400 anos de solidão é o mais novo projeto da agência Núcleo Zero. Média-metragem que será lançado no dia 22 de março no Centro Cultural SESI em Maceió-AL. O filme está sendo divulgado através do hotsite www.interioresdoc.com.br e gostaria de compartilhar por aqui o meu apreço pelas imagens e vídeos que estão disponibilizados em Interiores.
A página inicial a capa do filme e quatro imagens muito bonitas, essa é uma delas.

Neste álbum podemos conferir os storys boards das animações que foram desenvolvidas para Interiores


Ainda não consegui ver todos os vídeos, mas esse das Carpideiras tá muito bom!

Carpideiras from Núcleo Zero on Vimeo.




terça-feira, março 13, 2012

Exercitar a escrita

Todo santo dia penso em algumas muitas coisas que poderia ou gostaria de escrever, no entanto, sempre erro a medida entre pensar e escrever, e assim penso demais e escrevo de menos.
E por isso estou aqui escrevendo este post para exercitar a escrita, e quem sabe consigo amanhã fazer algo parecido também. Será pouco visto ao latente desejo de escrever histórias, análises e textos bacanas, mas terei vencido o escrever de menos mais uma vez, e de palavra em palavra quem sabe.

Em muitas ocasiões vejo sites que gostaria de falar sobre, e aí penso demais sobre como abordá-los. Ontem mesmo vi um, e esse especialmente poderia escrever vários dias sobre ele, mas hoje não o fiz. Fica a esperança de que o farei amanhã.
Se quiser me deixar um recado, agradeço, pois há de me ajudar a voltar aqui amanhã.

segunda-feira, março 12, 2012

Fotografia e eu

Cresci revendo as fotos de quando era criança.
O curioso é que não guardo em minha memória o que vivenciei antes dos meus 7 anos, e dos 7 aos 14 lembro de situações poucas. E assim era através das fotos que minha mãe contava o que aprontei, aprendi e vivi.
Não eramos compulsivos por fotografia enquanto tínhamos a disposição apenas a câmera analógica. Mas com certeza não faltava câmera, nem filme, nem fotos.
Em 1998 tive que me despedir do colégio no qual estudei 12 anos de minha vida (estava com 14 anos), era a primeira grande mudança na minha vida (já que nunca tinha se que mudado de casa). E para registrar o meu último ano no colégio, andava com a câmera analógica sempre que possível. Em 2001 mudei novamente de colégio, e como o cronograma deste colégio novo envolvia muitas festas e confraternizações, grudei na minha analógica mais uma vez. E esse grude na analógica foi intensificado em 2003 pois na faculdade passei a vivência com palestras, reuniões, seminários, festas, confraternizações e queria registrar tudo, afinal estava cursando comunicação, habilitação Jornalismo.
Tive contato pela primeira vez com uma câmera digital em 2004, utilizava câmera emprestada da Universidade e principalmente câmera emprestada de amigos. Pois somente em 2007 ganhei minha 1ª câmera digital.

Fotografar sempre foi um prazer, desde que recebi a minha câmera digital o prazer dobrou, assumi a necessidade de registrar e só me apaixono ainda mais pela fotografia. E foi justamente ao ver hoje fotos que me fizeram sentir e querer ainda mais registrar, que estou aqui compartilhando sobre.

domingo, fevereiro 26, 2012

Quebra-cabeça

Gostava de montar quebra-cabeça desde pequena.
Encaixar peça por peça e perceber a imagem que formava.
Mesmo quando a mente cansava e não conseguia mais enxergar as peças que se encaixariam para completar aquele todo. Apreciava o detalhe de cada peça, as que estavam soltas, as que já formavam uma parte da imagem. Respeitava o tempo que sua mente precisasse para decifrar o processo de interpretação das peças e de como reuni-las.
Havia os quebra-cabeças que nem sabia por onde começar. Pegava peça por peça, tentava encaixar e dificilmente se cansava, poderia passar um dia inteiro.
Ah se conseguisse encarar a vida com a cumplicidade e tranquilidade que dedicava as peças de quebra-cabeça...


quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Refém das palavras

Ela sempre foi muito observadora.
Mas isso não funcionava muito bem para saber o que esperar das pessoas a sua volta. Conseguia perceber o que eles faziam, falavam, as expressões e os gestos, mas nunca conseguiu observar com clareza o sentimento e pensamento que estimulava cada uma daquelas pessoas. Vivia como refém das palavras, pois guiava-se através delas. E no silêncio ou quando presenciava a economia de palavras, tinha que guiar-se através de seus pensamentos, quando conseguia superar as dúvidas de interpretação, criava sua versão para tudo o que vivia, nem sempre coerente com o que foi vivido.


terça-feira, janeiro 31, 2012

Comunicação gestual colaborativa

Utilizar as mão para comunicar-se, com que frequência você faz isso? Como hábito, brincadeira, prefere falar, ler lábios, estuda LIBRAS?

Tenho admiração pela comunicação gestual e escolhi compartilhar um pouco com você sobre mimica e sobre LIBRAS.

Mimica

A denominação mais popular da ação de utilizar gestos para comunicar-se é a mimica.
Um dos momentos em que faz-se uso da mimica é ao precisar falar com alguém que está no mesmo ambiente mas não pode ouvi-lo, nem aproximar-se naquele momento. Acredito que compreender uma mimica na maioria das vezes é mais fácil do que fazê-la (concorda?). Usar mimica em jogos e brincadeiras, nem sempre é simples, principalmente para aqueles que tem limitações em elaborar mimicas acessíveis (como eu).

Se você é fera em mimica, parabéns!
Queria muito encontrar um manual ou um professor para aprender a fazer mimica, conhece algum?

LIBRAS

Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) é a língua de sinais desenvolvida através de gestos e sinais. Utilizada pelo surdos e pelos ouvintes. O ensino de LIBRAS é disponibilizado em instituições privadas e públicas, principalmente para surdos, mas ainda não abrange todos que dela precisam.

Você já viu pessoas conversando através de sinais?
Fico fascinada em ver o movimentar de mãos, feições e expressões corporais que compõe a língua de sinais. Passei uns três anos querendo estudar LIBRAS e ano passado consegui começar e o interesse só aumenta.


FotoLIBRAS

Hoje descobri esse projeto www.fotolibras.org, uma ação sensacional que desenvolveu uma metodologia para ensinar fotografia e animação aos surdos. Além de capacitar os participantes do projeto que tornaram-se replicadores, também foi publicado um livro, o Guia FotoLIBRAS que registra a experiência a fim de inspirar ou facilitar oficinas replicadoras desta ideia.

Como Colaborar
Compre o seu exemplar do Guia FotoLIBRAS e indique para os amigos.


Veja a análise de conteúdo do site do Projeto FotoLIBRAS

domingo, janeiro 22, 2012

O sorriso de uma criança

O melhor de conviver com uma criança é voltar a ser criança.
No primeiro contato, você adulto tem que se desarmar das falações complexas e da seriedade para observar aquele pequeno ser que está sob seus cuidados e perceber qual a melhor maneira de interação. Normalmente começo sorrindo, piscando os olhos, mexendo as sobrancelhas e a testa, quando não apelo para tantos movimentos que acabo fazendo careta, rs É maravilhoso quando a criança percebe que estou tentando me comunicar, em alguns casos eles me mostram que caras fazer, pois repito as feições que eles me apresentam. Tem uma brincadeira simples e que deixa qualquer criança empolgada, que é fingir que está se escondendo dela. Ficam curiosas ou querem se esconder também.
 O momento mais mágico de todos é consiguir despertar um sorriso.
Esta semana interagi com um menininho no ônibus. Ele se abaixava pra se esconder de mim, também me escondia dele e quando menos esperava vi ele sorrir para mim, estampei um sorriso enorme no rosto e ganhei o dia.

sábado, janeiro 14, 2012

Enquadramento


Exercitar a regra dos terços, experimentar enquadramentos centrais onde a linha do horizonte fique no terço superior ou no terço central. As linhas podem acentuar o que há de bom ou desarmonizar o enquadramento.


Neste caso existem linhas em conflito, mas a linha mais forte preta está paralela às margens da fotografia. É uma foto bem enquadrada?


segunda-feira, janeiro 02, 2012

Nada é apenas o que parece


A água para mim nunca será somente água, sempre foi fonte de vida e essa vida hoje soma a sobrevivência  ao prazer de observar e registrar o que os espelhos d'água me permitem enxergar.
Não posso ver uma gota de água, uma pequena poça ou um rio sem observar se ele está refletindo o que está ao seu redor ou a sua margem.


domingo, janeiro 01, 2012

Começar uma história

Estou construindo a minha história há 26 anos e sete meses...
Uma característica que aflorou desde que me entendo por gente foi gostar de escrever, escrever para registrar ou para desabafar é natural e espontâneo. Com inspiração e sentimentos aflorados, quando sem muito hesitar deixo as palavras fluírem, por necessidade e prazer.
Contudo quando o direcionamento é para criar uma história, a coisa muda, tenho que travar uma briga contra a minha preguiça, inquietação e indisciplina. Quer seja para criar um roteiro, um conto, só de pensar em criar um romance já construo uma barreira imaginária na minha mente. Não consigo domar os pensamentos, construo e reconstruo, mas muito pouco consolido e deixo fluir.
Sinto, no entanto, que estou aprendendo, principalmente com ajuda de Tita, querida criança, personagem que tem se tornado minha amiga nos últimos meses, e também tem a Tete, prima de Tita. Ao refletir sobre as possibilidades de histórias e direcionamentos que posso dar para elas, acredito que poderei construir bons frutos, e agradeço por poder começar e recomeçar. Desejo celebrar nesse ano que inicia o nosso primeiro ano de convivência e histórias.
O primeiro de muitos anos e de muitas histórias, meninas!