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quarta-feira, dezembro 27, 2006

Incontrolável

Acabara de ligar o computador e ao checar as páginas de costume, surpresa, uma amiga tinha deixado uma frase singela para outra pessoa querida. Em seguida foi checar os escritos daquela pessoa querida e ao ver a resposta o seu rosto iluminara-se de emoção. Era inaceitável, não era com ele, porque ficara tão feliz?
E então lembrou-se do aniversário de uma amiga querida e o quanto foi especial ver o carinho que tantos outros também sentiam por ela, fotografara aquela festa com um brilho no olhar e uma lágrima escondida, pois a cada foto que tirava observava uma demonstração de carinho ou de reconhecimento pela simpatia que aquela amiga despertava em todos e nele.
Inconcebível era o fato de que ele soubesse tão bem expressar seus sentimentos, escrevendo e demonstrando-os e ainda ficasse tão tocado ao ver a troca entre dois conhecidos ou até mesmo dois desconhecidos.
E quando essa troca era um retorno para com ele... Era incontrolável. Qualquer singelo gesto para com ele era alimento para a sua alegria eterna... O mandar ou o receber de um beijo ou abraço, um sorriso recebido, simples palavras, um olhar, e quando recebia um presente, uma homenagem...
ele mal cabia em si, ele nunca coube em si.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Ana Carolina

Cd Duplo - Dois Quartos

CD 1 (Quarto)

1. Nada Te Faltará
2. Tolerância
3. Ruas de Outono
4. Aqui
5. Rosas
6. Um Edifício no Meio do Mundo
7. Vai
8. O Cristo de Madeira
9. Eu Comi a Madona
10. 1.100,00 ( Nega Marrenta)
11. Chevette

Se mandouBateu com meu Chevette
Pôs fogo na quitinete
Me traiu com mais de sete
Fez comigo um bafáfá
VoltouMandando um bate-boca
E bate porta e quebra louça
E troca tapa e rasga a roupa
Fez comigo um mafuá
To batendo no pandeiro pra não bater em você

12. Notícias Populares

CD 2 (Quartinho)

1. La Critique ( Instrumental)
2. Então Vá Se Perder
3. Carvão
4. Manhã
5. Homens e Mulheres

Eu gosto de homens e de mulheres
E você o que prefere?
Eu gosto de homens e de mulheres
E você o que prefere?
Homens que dançam tango
Mulheres que acordam cedo
Homens que guardam as datas
Mulheres que não sentem medo
Homens de toda idade
Mulheres até as genéricas
Homens que são de verdade
Mulheres de toda a América
Homens no sinal verde
Mulheres de batom vermelho
Homens que caem na rede
Mulheres que são meu espelho
Eu gosto de homens e de mulheres
E você o que prefere?
Eu gosto de homens e de mulheres
E você o que prefere?
Mulheres na guitarra
Homens de corpo e mente sã
Homens vestindo sobretudo
Mulheres melhor sem soutien
Homens que enrolam serpente
Mulheres que vão na frente
Homens de amar tão de repente
Mulheres de amar pra sempre
Eu gosto de homens e de mulheres
E você o que prefere?
Eu gosto de homens e de mulheres
E você o que prefere?

6. Corredores
7. Sen.Ti.Mentos ( Instrumental)
8. Cantinho
9. Eu Não Paro
10. Claridade
11. Milhares de Sambas
12. Eu Comi a Madona ( Remix)

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Um piscar de olhos


E estava com um enorme sorriso ao lado de uma amiga querida numa tarde tranquila e mais que divertida. E elas estavam apenas uma ao lado

da outra, entre conversas, lembranças e resenhas, riram como nunca e realmente ficaram mais leves.

Eu fiquei mais leve no dia dessa foto também.

é inexplicável o poder de uma amizade, para o bem ou para o mal.

Contudo eu só falo delas para o bem, ou ao menos eu só escrevo quando estou de bem ou inspirada por meus amigos...

Antes de ter amigos eu escrevia quando estava triste, deixava a melancolia me acalentar. Hoje eu voltei a escrever porque to mais leve e feliz, parece que eu não consigo mais usar a minha tristeza e nem quero mais me impregnar dela.

Bjos

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Eu estou assim, contemplativa, mais do que já sou. Nunca mais escrevi, mas parece que esse nunca vai me dar um tempo, já que ao menos a vontade de escrever voltou, então dentro de pouco tempo e estarei escrevendo novamente.
O trabalho vai bem obrigada. kkkkkkkkkkk


terça-feira, dezembro 05, 2006

Fajutamente revoltante.

Ela abandonou a escrita, os amores, o TCC, os objetivos, entre outros por algo que nem tinha tanto peso em sua vida, porque não foi com ela o sucedido. Contudo, coubera a ela ser a consciência de outrem, lembrar de tudo enquanto que umas das personagens nem fazia idéia de onde tinha se metido. MAs isso é outra história.
O assunto de agora é o quanto ela sofreu e ainda sofre, todavia o pior do sofrimento é não ser compreendido, e foram poucos que o fizeram, mas doeu fundo. MEsmo tendo tantos outros que compreenderam e não tiveram o que dizer, já que não há solução e nem consolo para a situação vivenciada.
E hoje ela vÊ tantas outras pessoas sofrendo algumas até sendo mais dramáticas do que ela já o fora, e como ela não consegue superar algumas mágoas e como ela não consegue entender porque não aceitam a ajuda ou a compreensão que ela oferece, o ego dela fica latente nas horas mais improváveis.
Ela tem dificuldade de pedir ajuda, adora ajudar, entretanto, ultimamente ela não sabe o que fazer para ajudar, com certeza é melhor deixar como estar.
Apesar de tudo ela ainda acredita que tudo acontece por um motivo ou por vários, o que a ajuda a esperar ou a iniciar uma próxima fase.



quarta-feira, novembro 22, 2006

Aparent e mente

Sonhava, suspirava. Demorou para perceber que estava rodeada de estrelas. Passou então a viver no mundo das estrelas. Imaginava que todas as pessoas que estavam ao seu lado tinham aquele brilho encantador, até as que ela mal conhecia.
E a cada pessoa que ela vislumbrava pela primeira vez o brilho parecia mais intenso do que fora na anterior. E ela observava cada detalhe do reluzir daquelas luzes e sempre arranjava milhões de explicações para serem mais intensas.
Até que um dia descobriu que uma de suas estrelas nunca mais estaria ao seu lado, que havia feito uma viagem sem volta e que ela teria que se contentar com as lembranças, com os se's e com a saudade.
Pensou em relatar a história daquela estrela, mas ela tão pouco conhecia sobre, admirava-a muito mas não tivera tempo de descobrir todos os mistérios do seu brilho.
Mas certo dia quando a tristeza da partida daquela estrela ficou em segundo plano, ela pode perceber que o seu brilho continuava intenso, mesmo que inalcançavel, e que não queria esquecer dela nunca. E mesmo sem poder registrar a intensidade de seu brilho, ele estava ali e estaria até quando ela pudesse lembrar dele.

terça-feira, novembro 21, 2006

Só p atualizar

Eu tô com pro no compu, eu não tenho foto nova e perdi o meu tempo mexendo na do fotolog, há muito tempo não escrevo, mas ainda escrevo ou penso que escrevo.
Bjos

terça-feira, novembro 14, 2006

É o desespero que me deixa assim.



Eu esqueci de chamar a atenção para a minha cara de bestona no post anteior ao do meu fofinho, foi a felicidade que me deixou daquele jeito, kkkkkkkkkkkk

sábado, novembro 11, 2006




Saudade de perambular por ai sozinha ou acompanhada.
Vontade de fotografar, filmar, falar, enlouquecer, sorrir, chorar...
Atitude de correr atrás da responsabilidade, mesmo que eu nunca a alcançe.
Deixar como está o que não é p agora.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Foto nova


Que bom que apesar de ...
Existem muitos motivos para ...
Sorrir não é tudo mas ...
Chorar não faz ...
Cansar está além ...
Escrever só faz ...

Um ano


Quem me conhece sabe, que eu celebro sempre o que se passou comigo, de bom ou de ruim, e desde o mês passado eu venho comemorando o ano que se passou, pois as recordações de novembro de 2005 me fazem muito bem.
Contudo a realidade de novembro de 2006 está muito aquém. Não estar tão feliz quanto no ano passado não me incomoda. O detalhe é que meu tapete foi puxado de diversas maneiras, e pode até parecer drama, mas o que desencadeou tudo isso é muito sério, por isso mesmo eu tenho que esquecer e p isso eu não posso dizer uma palavra sobre.
E assim vou sendo obrigada a não ser eu mesma, a esconder de quem eu amo uma situação tão ruim pela qual passei e a ver no rosto de quem eu pude contar o choque de uma realidade tão doentia. É eu não conto e sendo assim não sai da minha cabeça.
Hoje foi a prova dos nove, tive que olhar para quem eu mais gostaria de contar sobre e fingir que nada aconteceu, eu sabia que não ia conseguir, pois tava escrito na minha testa que eu não tava bem, mas como não tive muita proximidade durante a noite, meu estado não ficou evidenciado.
Estou diferente e não sei até quando, não sei até que ponto vou continuar cabreira, distante, melancolica, não sei o quanto ainda vou ter que disfarçar, e não sei se quero voltar o que era, pois não posso e nem quero esquecer o que aconteceu, superar eu devo e quero, e estou conseguindo com o passar do tempo.
Ficou até mais difícil sonhar, mas muitas coisas ainda me fazem rir

segunda-feira, novembro 06, 2006

...


Meu futuro ainda tá assim embassado.
Não que eu soubesse como ele seria, mas as minhas perspectivas nunca ficaram com suas falibilidades tão evidentes como estão agora. E não é a mudança que me incomoda, mas o fato delas me levarem para situações que me deixam triste, ou temporariamente assim, já que eu não sei me largar na tristeza.
Não evito falar, ou escrever, mas não busco dar vazão a essas minhas necessidades, mas se receber convites ou tiver a chance, eu as liberto.
Não me preocupa mais a ausência, o contato, os passeios, as farras.
Tô preocupada comigo, com o que me espera, e com o que eu terei que carregar.
Embasso, dessembasso e ainda assim não me enxergo.

sábado, novembro 04, 2006

Através


Eu me vejo através...
O tempo que me transforma ou me permite descobrir mais sobre quem sou
Os amigos que são sorrisos, lágrimas, descobertas, decepções, amor, raiva, cumplicidade
Os amores que doem, dão vida, e caem no esquecimento
As imagens que vejo, das quais participo
As memórias que me fazem companhia
Os pensamentos que me enlouquecem
Os, As, Aqueles, ou coisa nenhuma
Só p atualizar essa birosca...

quarta-feira, novembro 01, 2006

De cara nova, agora só falta recomeçar


O meu flog, está muito bem obrigada, e depois de mudar a cara desse aki, ainda sob a influência da cor roxa, kkkkkkkkk Pretendo voltar a ativá-lo. Contudo acho que será aos poucos, porque não tenho escrito muita coisa ultimamente e ando atrapalhada como sempre...

Últimos momentos fora do ar

Não vai ser nada sensacional, mas vou voltar a usar isso aki.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Aguardem!!

terça-feira, agosto 29, 2006

Sessão Cancelada

Uma placa apontava as incertezas daquela noite. Cláudia não se assustou ao ver aquela inscrição “Projetor Quebrado – Sessão Cancelada”, já que compreendia que os equipamentos do “cineminha” eram precários e nos últimos tempos as exibições haviam se tornado ainda mais inconstantes.
- O que fazemos agora? Indagou ao grupo que avistara na sala de projeção, envoltos em discussões e brincadeiras.
- Oh, você veio? Não sabemos o que fazer Cláudia, junte-se a nós. Convidou-a Roberto.
Como ex-namorado de Cláudia, Roberto havia firmado uma forte amizade com ela, graças às cicatrizações promovidas pelo tempo e a contínua convivência ao fim do relacionamento. E era justo por um pedido dele que Cláudia havia comparecido ali, ela nem suspeitara dos imprevistos que estavam a rondá-la.
Roberto havia comentado sobre um amigo dele que estava interessado nela, e como um bom amigo, pretendia desenrolá-los. Ao ouví-lo comentar sobre seus planos e intenções para aquela noite, Cláudia não deu ênfase ao interesse do amigo de seu amigo, já que nem sabia de que se tratava. Contudo durante a conversa não foi acentuado que o rapaz também iria ao programa marcado por Roberto.
Cláudia há muito comentava com o amigo que não encontrava quem realmente a interessasse e que estava muito chateada em estar sozinha, entre tantas realizações que havia conquistado não conseguia disfarçar o quanto seus insucessos amorosos a decepcionavam.
Ao começar a conversar com Roberto, lá na sala de projeções, Cláudia sentia um ânimo diferente no amigo e começara a suspeitar do seu ar sorridente, começou a temer oque o seu ex parecia estar querendo aprontar e não sabia se ficava aflita ou se embarcava.
Tranqüilizou-se ao lembrar que se tratava do pretenso desenrolo, percebeu que poderia não ter sido apenas uma conversa fiada de Roberto, todavia, para evitar rejeições ou grandes expectativas resolveu direcionar uma certa indiferença a esse assunto. Roberto surpreendeu-a sendo prático e direto.
- E ai Clau, posso desenrolar?
- O que você quer que eu diga!? Você nem me disse de quem se trata... E outra vai acabar ficando forçado, não? Ele está sabendo disso!?
- Olha só, o Maurício deve suspeitar, afinal quando ele veio comentar comigo sobre você, não só para esclarecer a situação comigo, como para sondar quais eram as chances dele, eu expressei todo o meu apoio e entusiasmo.
- Porque esse nome não me é estranho! Espera esse Maurício não seria aquele que estudou no mesmo colégio que eu?
- Agora que você falou foi que eu liguei os pontos. Foi sim, só que ele terminou antes de você como é que você se lembra?
- E quem disse que eu me lembro?
- Bem eu sei que ele não lembra, ou se lembra não me disse. Bem, mas vamos lá falar com ele que o coitado deve estar doido para lhe conhecer. A ansiedade dominou-o ao te ver chegar.
- Aí, Roberto faz isso não. Ou melhor, não faz assim... Nem acredito no que eu vou dizer, no entanto, acho melhor você dizer para ele vir aqui falar comigo.
Maurício não acreditou quando viu Roberto afastar-se de Cláudia e dirigir-se até ele. Sua mente já havia deduzido tudo, mas o seu coração estava apertado. Não sabia como chegar até Cláudia, nem tinha certeza se comentar sobre os tempos de colégio faria bem a ele.
Maurício e Cláudia trocaram sorrisos enquanto ambos dirigiam-se ao um ponto de encontro, pois Clau não conseguiu ficar onde estava esperando. E por nervosismo acabou indicando que continuassem a andar até que alcançassem um ambiente mais calmo.
- E ai, Maurício, deixamos para comentar sobre os tempos de colégio quando a situação for menos impessoal?
- Nem sei Cláudia, porque ao vê-la comecei a questionar-me sobre aqueles e nem sei bem se as lembranças me fazem bem ou mal.
- Eu vou ser indiscreta e dizer que fico surpresa em ouvir você dizendo uma coisa dessas, você era tão popular na época do colégio.
- Eu me arrependo um tanto disso, quem sabe não foi por isso que não nos conhecemos naquela época.
- Falando assim parece até que você já sentia algo por mim desde os tempos de colégio. Eu devo confessar que compartilhava do rebuliço predominante nas meninas que viviam a suspirar ao vê-lo...
- Hum... Então esse é o momento para confissões?
- Não. Mas com certeza estar conversando agora com você depois de mais de dez anos é uma revelação no mínimo.
- Você fala assim, mas ao lhe ver hoje senti como se não fosse o tempo de colégio que nos ligasse, não sei se um algo mais, contudo, com certeza você tem um fascínio bem particular sobre mim.
Cláudia quis dizer-lhe milhares de coisas, no entanto, preferiu aproximar-se mais dele e transformar em beijos as palavras que ainda teimara em proferir. Os beijos e as palavras foram intensamente retribuídos por Maurício.
A noite terminou e Cláudia não aceitou carona dele, receava que Roberto fosse precisar de sua ajuda em ajustes que combinaram de ir fazer na casa dela. Quando estava retornando no carro de Roberto, Clau recordou-se de não ter pego o número do telefone de Maurício, e acabou achando que tinha sido melhor assim, estava contente, mas uma confusão enorme pesava em sua cabeça ao lembrar do que acontecera naquele encontro.
- Clau, você é fogo, viu? Fazendo um jogo no começo e depois entrou de cabeça que quase deixou o coitado do Maurício sem fôlego...
- Para com isso Roberto. Nem me fala em cabeça, que as idéias ainda tão rodando aqui na minha. Eu estou me sentindo estranha. Conhecer o Maurício do colégio e encontrá-lo agora depois de tanto tempo deu um nó nos meus pensamentos.
- Ihhhhhh! Lembre-se que quem pensa demais não casa. Nem venha me dizer que deveria ter pensado bem sobre o nosso namoro, ou sobre essa noite com Maurício.
Roberto buscou algumas coisas na casa de Cláudia, não chegaram a um consenso sobre a confusão de Clau, porém ela sabia que Roberto estava certo e agradecia por toda aquela noite e por todas as palavras que ele estava a dizer, mas como sempre não queria dar o braço a torcer e preferiu manter a eterna “arenga”.
Dormiu sem decidir-se por querer encontrar Maurício o mais rápido possível ou não apostar em um relacionamento com ele, entre tantas outras possibilidades que rondavam seu pensamento. As inseguranças embalaram o seu sono e não a abandonaram ao amanhecer. No entanto, ao ter o seu café da manhã interrompido pelo toque do telefone, Clau desejou intensamente que fosse Maurício e teve de disfarçar a alegria ao constatar que era ele.
- Oi, Cláudia. Não vou ser hipócrita e pedir desculpas porque não me arrependo de ter atrapalhado o que quer que seja para poder lhe falar o que foi difícil não ligar durante a madrugada para lhe dizer...
- Oi, Maurício. É sem hipocrisia?! Então, não vou esconder que adoraria se você viesse até aqui me dizer.
(...) – Maurício?!
O telefone havia sido desligado e Cláudia aterrorizada não imaginava o que teria acontecido, até receber uma mensagem em seu celular: “Chego em 10 min, não me despedi por isso. Desculpa! Guarda um pouco do café para mim”. Foi o tempo de Clau dar uma geral na casa e ligar para o trabalho avisando que chegaria atrasada.
Nem esperou Maurício entrar em sua casa, Cláudia foi esperá-lo na porta ao distinguir o estacionar do carro dele. Os dois se encontraram na entrada como se não houvessem se visto há séculos, conversaram enquanto tomavam café, programaram tantas coisas que nem lembraram de ir trabalhar.
Maurício e Cláudia nunca conseguiram desvendar se o encantamento que houvera entre eles estava relacionado com os tempos de colégio ou se tinha surgido avassaladoramente naquela “sessão cancelada”. Relutaram em aproveitar sem pensar nos motivos ou conseqüências, todavia o ritmo que os envolvia era repleto de espontaneidade e quando estava juntos, ter preocupações sobre o que estava ao redor ou o que viria depois era impossível.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Observar tem o seu valor

Larissa Lisboa
Iara andava na chuva numa manhã sem planos, direção ou clareza. Pensava em fugir, brigar, extravasar, o “nada” que sentia, de todas as maneiras, porém, sem forças ou apoio acabou por entregar-se à confusão.
Fazia apenas duas horas que ela havia acordada, ajeitado as coisas e partido em busca de alguém que não estivesse dormindo, já que todos em sua casa o faziam. Pegou o ônibus e começou a procurar em seu ciclo de amigos quem poderia acudí-la e a sacudir de volta para a realidade.
Quando avistou o mar resolveu descer no ponto menos movimentado e caminhar um pouco. Caminhou por muito mais que meia hora absorta e completamente concentrada em si, a chuva tentava reconectá-la, mas ela custou para sentir-se encharcada e nem se incomodou com a situação.
Iara estava imersa em conflitos novos e outros eternos, numa mistura de tristeza, medo, dúvida, saudade e alegria. Essas imersões eram comuns em seu cotidiano, crises existenciais não a amedrontavam, contudo nunca houvera um aprofundamento e um baixo-astral como o que ela havia embarcado naquela manhã. Não chorava, nem expressava um sentimento definido através das feições em seu rosto.
Pelos tropeços e poças d’água pisadas era possível perceber o quanto ela estava distante, entretanto, quanto mais a caminhada se prolongava menos transeuntes circulavam pelo seu caminho, não houve quem a notasse e essa ausência não a perturbava.
Não era incomodo ter de dobrar na rua seguinte ou evitar uma determinada esquina, subindo e descendo calçadas, já que seus outros mecanismos estavam tão aflorados quanto os de sua mente. A roupa pesava, a chuva diminuía ou aumentava bruscamente, Iara não conotava a medida desses fatos, nem de tantos outros interligados ou perdidos em seus pensamentos.
A transparência da chuva, o frio das gotas que tocavam o seu braço e o peso da roupa eram desfrutados por ela como uma consolação diante da imersão que vivia. E então deparou-se em um lugar que nunca aparentara estar tão cativante quanto naquele momento, retornou de seus tormentos e começou a observar o local onde resolvera ficar, um ponto de ônibus vazio.
Na verdade aquele era o mesmo de onde ela havia iniciado sua jornada de milhões de segundos e que havia durado quase três horas. Não parara por estar cansada fisicamente, todavia pela exaustão que sentia em sua mente. Mal sentiu a ausência da chuva ao sentar-se no banco do ponto. Começou a aguçar seus sentidos em um novo despertar por meio do vento que se tornava mais gelado ao encostar-se a sua pele ainda muito molhada. Constatou que não tinha pretensões de pegar mais nenhum ônibus, e pensava em não dar mais passo algum.
Gostou da tranqüilidade que transpirava do pequeno fluxo de carro nas ruas, de quase não ter pessoas ao seu redor, pois ainda estava chovendo, e a bela vista que finalmente se permitiu ter, era a contemplação da paisagem daquela praia que tanto conhecia, mas que estava mais bonita naquele dia, mesmo sem estar convidativa e toda acinzentada.
Ao retornar o mergulho no turbilhão de seus pensamentos percebeu finalmente o cansaço de seu corpo, não foi difícil lutar contra a exaustão de sua mente, pois as dores físicas eram mais persistentes.
Iara desviou-se de seus pensamentos mais uma vez ao conseguir distinguir um vulto que há alguns segundos estava a revelar-se diante de seus olhos, a chuva não permitia que ela tivesse certeza de quem era, mas quanto mais a imagem se formava perante os seus olhos o coração dela saltitava.
Distraiu-se do vulto ao receber um banho de uma poça por onde um carro havia passado em frente ao ponto de ônibus. Ao procurar o vulto, não o via mais tão indecifrável. Enfim reconheceu sua voz, embora não tenha entendido suas palavras, era César, uma pessoa que não encontrava há muito tempo e nem saberia se ainda teriam o que conversar.
César e Iara não sabiam com o que ficar mais abismados se com o fato de ambos estarem molhados e com demonstrações de exaustão ou se porque aquele encontro poderia ajudá-los ou deixá-los ainda pior.
Ao ficarem cara-a-cara, esqueceram das palavras e das dúvidas por alguns segundos, trocaram sorrisos e sentaram lado a lado no ponto de ônibus. Foi revigorante para ambos passar o restante daquele dia juntos conversando, podia ser que não recuperassem a amizade ou o amor que há mais de dois anos haviam vivenciado e parecia ter sido findado.
Iara percebeu que César compreendia tudo o que ela tinha vivenciado nas primeiras horas daquele dia e assim deduzia que aquele “César” que reencontrara era com certeza mais interessante e forte do que o ela conhecera. César não quis dar lições de vida para ela, pois achava que tinha mais a aprender com aquela Iara, deslumbrante que então observava. Surpreendia-se por ainda ter admiração pela capacidade que ela continuava tendo de fazê-lo sentir-se completo e interessado em discutir tudo e qualquer coisa.
Ao avaliarem os fatos que haviam promovido aquele encontro relutaram em crer que ambos estavam a procurar um pelo outro, pois aquela praia que avistavam do ponto de ônibus havia sido o palco de toda a história de amor e da amizade dos dois.
A fome os levou a caminhar até a lanchonete mais próxima, depois caminharam sem rumo, só parando para tomar água de coco e em seguida para almoçar num restaurante em que nenhum deles havia voltado desde que deixaram de se falar. Também jantaram juntos. Sentiram como se aqueles dois anos estivessem sendo recuperados nas 20 horas em que não se desgrudaram, não pouparam brigas, mágoas ou lágrimas, estavam dispostos a finalizar renovados aquele reencontro.
Queriam continuar se comunicando, mas sem apegos ou rigidez, pois inconscientemente prometeram que a espontaneidade deveria ser a ponte de ligação entre eles, até que estivessem sintonizados o suficiente para decidirem se aquilo que aflorava da ligação deles era forte e eterno como presenciaram naquelas 20 horas.
Aquele dia não foi o único, foi o incentivador de muitos e pode ser superado por tantos outros. César e Iara passaram a alimentar a certeza, de que mesmo que a história deles não fosse revivida, ela nunca mais seria esquecida.
Muitas coisas ficaram ou continuariam incertas, apagadas ou seriam reavivadas para compreender tantas mágoas, dúvidas e imersões que assaltavam Iara no decorrer de sua vida. Para ela não cabia e nem queria determinar se aquilo era um ciclo, se sofrer era parte da vida, ou se só conseguia amadurecer através dos conflitos em seus pensamentos. Pois o que guardara e aprendera daquele dia permitiu que o estivesse ou submergisse do passado, do presente ou do futuro em sua vida e mente a encontrasse pronta e desejosa de vivenciá-los dali por diante.

terça-feira, julho 18, 2006

Indimensionável


Como sempre muitas coisas na cachola...
Lembranças, alegrias, lágrimas e momentos únicos sempre.
Tava querendo fazer algo pro dia do amigo, mas tô muito atrapalhada.
O que importa é que apesar de deixar um monte de coisa pendente, não deixo nada mal-acabado.
O que ainda existe, permanece e o que não, está temporariamente finalizado.
Deu a doida...

sábado, julho 15, 2006

segunda-feira, julho 10, 2006

E não me sinto mais tão


"Fazer, manter, ganhar ou merecer uma amizade são detalhes que podem dar luzes diferentes a vida de quem os sabe valorizar.
Conhecer alguém é algo muito corriqueiro, porém ao escolhermos realmente fazer daquele conhecer uma amizade, embarca-se numa tentativa de transformar o corriqueiro num constante e quem sabe até em eterno..."

Larissa Lisboa

terça-feira, junho 27, 2006


Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898, faleceu em 1970 e dedicou toda a sua vida às artes gráficas.
Escher, sem conhecimento matemático prévio mas através do estudo sistemático e da experimentação, descobre todos os diferentes grupos de combinações isométricas que deixam um determinado ornamento invariante.
Fascinado pelos paradoxos visuais, Escher chegou à criação de mundos impossíveis. Nesses trabalhos, o artista joga com as leis da perspectiva para produzir surpreendentes efeitos de ilusão de óptica. Nos seus desenhos somos levados a novos universos, a sítios verdadeiramente misteriosos! Para Escher a realidade pouco interessa, antes pelo contrário, prefere criar mundos impossíveis que apenas pareçam reais. Eis porque se tornou uma espécie de mágico das artes gráficas.

Texto do site http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2000/icm33/Escher3.htmMais fotos em www.fotolog.com/lahrika

E sobre escher em http://www.mcescher.com

Veja tb http://www.fotolog.com/lahrika
Bjos

segunda-feira, junho 26, 2006

Fora do ar

não vou apagar isso aqui, mas ocupo-me tanto com o fotolog, q nem tenho pq usar aqui.
Vai q isso muda, depois.

segunda-feira, maio 22, 2006

Palavras ao vento?

Depois de um fim de semana reduzido a sexta-feira, pois a minha sexta valeu por muitos findes sem programações, ou agitos, passar dez horas me divertindo e na companhia de pessoas que eu adoro foi realizador... kkkkkkk
O que é ciberespaço? E surrealismo, dadaísmo? bem eu me acho, mas os trabalhos continuam me enlouquecendo. E as rádios Fm de Alagoas? e o meu TCC? Formatura?

quinta-feira, maio 18, 2006

beleza q não põe mesa

O que os fatos realmente significam?


Escrevo mais uma vez num espaço que resolvi criar no vácuo do cyberespaço, não sei mais tentativa de que isso é, pois participo e não participo da rede de internautas que não têm muito o que fazer e que de uma maneira bem incredula enviam e expõem seus sentimentos, sua vida e suas palavras em blogs, flogs, chats, sites, não esquecendo de suas imagens também.

Não escrevo isso só para ter repercussão, pois percebo que grande parte das coisas que escrevo ou que faço são minhas, o que quer dizer que elas só podem receber o devido valor de mim, já que mesmo fazendo muito pelos outros, o muito torna-se pouco. Bah
Ao menos muitos dos fatos significam para mim, certo ou errado.

quarta-feira, maio 17, 2006

É a vida ainda é minha.

Família é tudo na vida, porém nem sempre ela sabe disso, ou ela faz parte da vida dos que fazem parte dela... kkkkkkkkk
Dedico esse primeiro post aos momentos bons e ruins que compartilhei com minha mama, meu mano, meu tiozão, minha tia, meu primo e meu tio cibernético. Pessoas que oferecem seu amor incondicional até quando acham q eu vou rejeitar ( o que nunca pretendo fazer). Provavelmente eles nem terão acesso, mas fica aqui uma demonstração do meu amor e da minha intenção.

Beijos