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sábado, setembro 19, 2009

Madrugada

Queria ela ser assim decidida sacudir a poeira e dar um bela de uma volta por cima e se bobear outra ainda mais por cima. Contudo ela nunca acreditou em superioridade, e isso advém de uma completa baixa autoestima.

Sendo assim volta por cima só em montanha russa com looping que um dia quem sabe ela vai ter coragem de andar.

Advém também da falta de reconhecimento que ela colecionou durante seus anos de vida, de amigos, e não amigos e indefinidos. Das situações em que não ouviu nem um obrigada ou coisa parecida.

E por isso que ela tenta aprender a não morrer na praia, mas a areia às vezes queima os pés, o mar parece revolto, a temperatura parece pouco convidativa e o vento parece indicar a direção oposta...

Queria ela definir uma meta, traçar um plano para daqui a cinco anos, conseguir projetar um futuro promissor onde ao menos metade dos seus anseios fossem atendidos. E quem sabe acreditar em uma sintonia melhor.

Independente da fase ou do estado de espírito ela vai tentando alimentar a fé, a persistência, a empogação e a espotaneidade, mas há de se considerar que cansa, que o desespero às vezes vence, que o desconsolo aparenta ser o seu amigo mais fiel pois sempre atende ao seu chamado, comparado há tantos outros que quase sempre a deixam a ver navios naquela praia estranha, ilhada.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Sempre um recomeço

Fui pensar em como começar mais esse retorno ao escritos internaúticos e me peguei lembrando de um momento muito surreal no começo desse mês, quando fui ao Botequim Paulista comemorar o aniversário de uma amiga muito querida.

Parecia um dia normal, morgado e cansativo, pois para variar, depois de oito horas de trabalho não fui para casa. Cheguei no Botequim já um caquinho, mas foi muito feliz ver o sorrisão da minha amiga, e ela rodeada de amigos. E acaba que o mais curioso desta noite foi os amigos dela.
E talvez a recíproca seja verdadeira, pois para eles eu era uma estranha naquele ninho. Engraçado foi que até perceber a reação deles e os olhares, pensei que estava chegando num universo ufaliniano que me era bem familiar.

Mas quem disse que o seio familiar tem que ser o mais receptivo. E foi assim que eu me tornei uma deserdada filha pródiga, que todo mundo queria curiá e saber de onde vinha e questionar se sabia para onde ia, rs

E ao mesmo tempo posso ser pau para toda obra se estiver tocando conforme a música deles, isso eu nunca quis ser.