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terça-feira, novembro 13, 2007

Incógnita



Eu sou ou tu que és?
Me castiga, não me faz mais suspirar...
Estás me abandonando ou eu te magoei sem perceber...
Sou dramática sim, tu bem sabes.

Mas é que eu fiquei pior, tu me fizestes tão bem
As suas nuances onde pude me perder
Os cheiros que vc exalou e pelos quais eu deixei enebrear-me
Nunca imaginei que pudesse viver mais do que já tinha vivido até que vc mostrou tudo o que pude ir além

Será q ainda posso ir além?!
E terei q ir além sem vc, pois em dois meses ou menos que isso tudo estará acabado entre nós...
A sua vida vai esvair-se entre meus dedos, com o passar, dos minutos, das horas, dos dias e das semanas

E eu ainda terei que comemorar a chegada do outro alguém com fogos de artifício...
Que seja então...
Vc me fez amar, sorrir, cantar, escrever, fotografar, vislumbrar, acalentar, experimentar, desafiar, assobiar, esbravejar, saltitar, apaixonar, como nunca antes
Vou te guardar com muito carinho,
pois sou mto melhor graças a vc

quarta-feira, novembro 07, 2007

Intxa...




Estar só
Andar por aí livre
SEm preocupar-se com quem vai encontrar
com quem vai estar
e aproveitar, cada viver, cada ser e cada estar

Estar junto
SEr dois
Pensar em dobro, viver sem pensar
Ou só pensando que tens alguém para contigo viver
Que quer sua atenção, que lhe dá atenção
As mãos, as bocas, os olhos, os corpos, e alma

sexta-feira, novembro 02, 2007

À Nando ou á nado


Um eterno desalojado
Hoje está abrigado entre listas, fotos,
amontoados de roupas, Baygon, baratas,
quatro paredes, muitos amigos e um teto
Muito dedicado ao mestrado
ao que for marcado, sonhado, desejado
Não esquece do passado, sempre destrambelhado
vive desesperado
Se preocupa com o futuro, com o obscuro, o desconjuro

Ele veio de Belém
Sem nem saber que não podia vir de trem
Uma família de baratas de refém trouxe
E em sua mala adentrou
Um mata, não mata, que não matou
E em seu quarto se alojou
Um mata, não mata, até hoje não matou

Até que um dia eu dei bobeira em seu caminho
E o bonitinho na minha faixa
Alegre, fresca, se fissurou
Resolveu em minha vida despencar
Mas de decadente não teve nem a entrada
e nem a saída
E eu de zueira, decidi ir com ele a feira
Viciei em seu talento e em ser seu tormento
E sua história em letras pus-me a contar

Se Maceió tivesse uma honrada ponte
Fernando o seu ilustre morador seria
E a família de baratas
Por fim o deixaria (em paz)
Procurando outro rapaz
Em busca de uma humilde moradia

De fato e de direito
por Maceió ele se sente amado
Mimado, afagado
E está prestes a dizer
Que não há mais o que fazer
E que daqui não se vai nem à nado