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sábado, dezembro 26, 2009

Fim de ano

Escrever. É uma maneira de registrar, de criar, de exercitar de tantas outras coisas. É um ato que eu tenho feito pouco ultimamente, mas que sempre me fez muito bem, e que hei de continuar fazendo mesmo que não tanto quanto gostaria ou deveria.

Desta vez escrevo para todos ou apenas para mim mesma. Acho difícil que você nunca tenha recebido algum escrito meu, rs E eu sei que tem pessoas que tem uma autobiografia minha, isso se souberam guardar os meus escritos, rs

O exercício de escrever ou de pensar no fim do ano em tudo que foi feito e vivido, é sempre recorrente, contudo para mim esse é um exercício quase que diário. Contudo não se torna corriqueiro e sempre que posso expresso e registro, quer não seja para ler no futuro, mas pelo menos para ler agora.

Hoje eu sou jornalista de formação, videomaker por paixão, gestora de conteúdo por opção, pósgraduanda por insanidade, solteira quase que convicta, uma comunicóloga desenrolada, uma fotografa de meia tigela, uma dançarina de poucos passos mas de muita vontade e empolgação, uma escritora fajuta e uma pesquisadora que precisa arranjar tempo para pesquisar.

Com certeza quando eu era adolescente e pensava o que eu iria ser quando crescer, eu nunca cogitei que eu não iria crescer muito no tamanho, rs E nem tinha muitas expectativas sobre o quanto eu poderia crescer como profissional ou como ser humano. Muito menos de quantas pessoas podiam habitar a minha memória, podiam caber em meu coração e poderiam fazer parte da minha vida.

Creio que não seja difícil de imaginar de que passe pela minha mente tentar citar cada uma das pessoas que já marcaram, marcam, mudaram, melhoraram, abençoaram a minha vida.

A beleza da vida para mim é compartilhá-la com os que me enchem de vida. Quantas vezes eu tentei fazer isso com cartas, ligações, mensagens, presentes, visitas. Não precisa de muito e não é difícil. Pois é só lembrar de um olhar de cumplicidade, de um sorriso sincero, das gargalhadas, dos abraços, dos beijos, das conversas presenciais ou virtuais.

Agradeço a Deus por poder compartilhar a minha vida com tantas pessoas queridas. E agradeço a vocês queridos por todo carinho.

Beijos e Abraços

Laris, Lala, La

sexta-feira, novembro 20, 2009

Respondendo as questões de uma grande amiga

Eu adoro escrever, mas aos poucos eu fui deixando o olhar dos outros influenciar no meu julgamento sobre os meus escritos e com medo dos julgamentos eu fui contendo a minha escrita, acho q medo também de me tornar o que eles diziam que eu era. Dramática demais, reclamona e nem lembro mais o que. Talvez por medo também de me tornar egocêntrica, sei lá. Passei um tempo até sem escrever para os amigos, muitas vezes por perceber que eu podia estar sobrecarregando eles, e que as respostas muitas vezes não vinham.


É muito curioso quando eu lembro da minha adolescência, porque eu sempre tive um paquerinha, alguém que eu achava bacana e que eu contemplava ao longe (mesmo que ao lado) rs, porque eu esperava que um dia ele me visse e retribuisse, e de uma certa maneira eu ainda espero por isso. Contudo é certo que na minha adolescência nem eu me via, eu só via as experiências que eu podia compartilhar com as pessoas, só vivia, e nem pensava muito se fazia diferença estar só ou estar junto, isso me afetava quando as minhas amigas ou amigos me trocavam pelos namorados (as), rs

E como isso passou a acontecer com mais frequência com o passar dos anos, eu comecei a valorizar mais o fato de estar só ou de estar junto, e nas poucas oportunidades que eu pude estar junto, todas para mim foram boas e importantes de alguma maneira. Mas quando eu via que não era recíproco isso me machucava e eu não entendia o porque, e de certa maneira até hoje não entendo muito bem. E eu deixava q isso fortalecesse a minha baixa-estima, as vezes ainda deixo.


Quando eu entrei na faculdade eu comecei a me ver, com certeza os quatro anos de terapia que foram finalizados no 2º ano do curso fizeram a diferença também. Eu me enxergava uma pessoa disponível, paciente, e que demonstrava muito claramente (até quando não queria) quando gostava de alguém, contudo mais com atitudes de estar junto e de se importar do que com palavras.


Muitas vezes, e muitos dias hoje eu penso que as pessoas não me enxergam, as que me interessam ou interessavam, e na maioria das vezes me vêem como amiga. E me ocorreu agora que eu posso até não ter visto muitas pessoas q se interessavam e que não demonstravam, vai saber.

Não sei se estou em harmonia. Sei que hoje eu sou uma pessoa desenrolada em muitos sentidos, mas não no sentido de desenrolo a dois com o sexo oposto, rs continuo uma retraída e destrambelhada. E o fato de não acreditar em coisas forçadas só piora tudo, mesmo que ao menos hj eu consiga ter vontade de pedir para q alguém me apresente alguém ou desenrole alguém para mim, contudo acho q ainda não pedi para pessoas q realmente me levem a sério ou se solidarizem com a minha causa, rs

O que eu espero de mim mesma é amadurecer sempre, me permitir cada vez mais, aguçar mais a minha percepção ainda mais para perceber o interesse alheio no bom sentido, rs continuar preservando o meu senso de humor, valorizar os momentos sozinha ou junto. Sobreviver é parte da caminhada, viver é a caminhada, aproveitando os pequenos e grandes momentos, os medianos tbm, aproveitando com que tá longe, com quem ta perto e com que tá só na memória.


Muitas vezes os outros que vejo esperar alguma coisa de mim, porque tem muitos que eu nem sei o que esperam de mim, e os que sei que esperam é só amizade ou pelo menos é o que fica claro ou escuro.


Eu não sei como procurar, e deve ser esse o problema. Eu aceito de quase tudo, magro, cheinho (gordinho não dá), alto, baixo (mas mto baixo não dá), por isso quase tudo, rs Um parceiro é tudo q eu desejo, porque é muito triste não poder compartilhar certas coisas, que eu nem sei como são e que não me arrependo de não ter deixado rolar de qualquer jeito, rs Sim adorei você não me dizer que "seu tempo vai chegar" não aguento isso, e sintonizar é tudo, nas poucas vezes q por uma noite, um mês ou um ano virtual eu consegui sintonizar foi um arraso.


E eu to perdida pois tem muitas sintonias antigas que nunca deram em nada, e que por estar sem uma eu ainda me pego torcendo p que sintonize na minha. E tem umas sintonias nada interessantes que quando eu entro em desespero eu até considero, mas felizmente o desespero não é suficiente para q eu tope. Mas nenhuma nova para me dar aquele sabor de descoberta ou de possibilidades à vista. Justamente não tem nada à vista, como assim?

sábado, outubro 31, 2009

Redescobrindo ou não

Ela acordou cansada. Queria respostas mas ninguém as tinha para lhe dar. Nem sabia se adiantava recorrer a mais alguém. Se devia fazer uma campanha, mobilizar mundos e fundos, e conseguir suas respostas. Tinha energia para fazer até o desnecessário, para sanar suas dúvidas. Talvez o problema fosse o excesso de energia que dela emanava. Afinal aquelas dúvidas a perseguiam, e ela revezava entre momentos que conseguia se livrar delas e momentos de vacilo em que elas ressurgiam. Talvez o problema fosse quando o cansaço vencia. E quando ela começava a se entregar àquelas dúvidas e se concentrar nelas logo tudo ficava duvidoso e incerto. Como um exemplar ciclo vicioso.

Ao fim de mais um dia onde ela cansara sua imaginação tentando decidir qual seria a melhor opção para se livrar de tantas dúvidas. Onde só por um instante esquecera até onde tudo começara... Sim, na solidão.

Ela não aparentava ser solitária nem antisocial. Talvez o problema fosse justamente o que ela aparentava ser. Todos a julgavam comunicativa, bem relacionada, cheia de amigos, e muitos vezes ela acreditava cegamente nisso, e era feliz quando acreditava. Talvez o problema fosse a falta de crença.

Mas ai vinha os dias que não tinha niguém por perto, ninguém que a ligasse, a correria do dia mal permitia que ela ligasse para alguém, e só piorava quando ela tentava contato e não conseguia. Talvez o problema fosse não saber lidar com os problemas de comunicação. Também havia dias em que ela queria sair, contactava o mundo todo, ou pelo menos a parte dele que ela tinha o número na agenda, e não conseguia ninguém, para depois ficar sabendo que houve quem poderia ter sido companhia para ela ou que ela podia ter feito companhia, mas que não houve contato. Talvez fosse um problema de timing, de percepção, de amadurecimento, de sair por aí.

Em dias bons, ela saia mesmo sozinha, esbaldava-se, encontrava todo o mundo, só chegava em casa na poeira e com um andar satisfeito. Em outros dias ela conseguia realizar sonhos que nem havia sonhado, e que de alguma maneira era tudo que ela sonhara.

E tinha meses em que ela vislumbrava um projeto, uma possibilidade, uma superação e se dedicava, corria atrás, fazia contatos, descobria possibilidades, chamava todo o mundo, e nem sabia como descrever tudo o que estava vivendo, fazendo, e agradecer a todos que com ela colaboraram, e todo mundo que por ela torcia.

E existia anos que ela se recordava com muita doçura e gratidão e que a faziam abstrair as dúvidas, mesmo que quisesse viver tudo aquilo de novo, de um jeito diferente, mas parecido, e de um jeito parecido, mas completamente inusitado.

E se recordava dos meses em que energicamente ligava para todo o mundo, escrevia para todo o mundo e falava com todo o mundo. E dos dias que convivera com todo o mundo que ela queria bem, ou que teve notícias de todo o mundo, que a deixaram contagiada e orgulhosa. E das horas que passara sorrindo com todo o mundo. E dos minutos que passara ouvindo e dizendo o quanto amava todo o mundo. E os segundos em que parava para eternizar tudo e todos.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Vida de Cinefila: Cinema em jornalismo

Fundamentos do Cinema

Em 2006 a disciplina Fundamentos do Cinema voltou a ser ofertada na grade de disciplinas optativas (ausente desde 2003). Era o meu último ano na Ufal ou devia ter sido. O professor Almir Guilhermino organizou para que fosse um semestre teórico e um prático. No começo da prática foi proposta a adaptação do conto Azul Turquesa de Lis Paim. E como ele se empolgou com a adaptação de Lis e Amanda, ele viabilizou para que gravassemos o roteiro adaptado.
Assumi a "produção" do curta, com certeza não foi em termos financeiros, os termos financeiros foram divididos entre Amanda, Lis e eu, em termos de figurino e alguns materiais. Fiz contatos com os atores. Lis e Amanda foram atrás das locações. Programamos os dias de filmagem. Os equipamentos foram garantidos por Pedro da Rocha.
Foram dois dias de gravação. Um dia na locação de um bar no Centro, onde a família de Lis fez figuração, Amanda tbm, Nilton foi o único ator oficialmente convidado para ser figurante, rs O roteiro era sobre uma fotógrafa procurando o clique perfeito pelo Centro, e a atriz convida da para fazer a fotográfa foi Valéria Nunes. No outro dia a locação foi na "praça da cadeia" em frente a Santa Casa de Maceió.
Gravamos nesses dois dias e depois Lis e Marianna partiram para a edição, infelizmente o filme não vingou.

Laboratório de Imagem

Em 2007, continuei na Ufal, como bolsista de Celso Brandão num projeto de Mapeamento do Patrimônio Imaterial de Alagoas. E aproveitei para cursar mais uma disciplina com ele, Laboratório de Imagem. Onde todas as quintas procuravamos algum evento ou tema para irmos filmar. Um de meus filmetes foi fruto dessas aulas, que é o Dia de Branco, Celso havia nos convidado para irmos na exposição de Delson Uchôa na Pinacoteca, e havia convidado uma atriz para fazer uma performance, Juliana Barreto.


Em outras aulas filmamos a ocupação da reitoria da Ufal e a desocupação, uma mobilização estudantil em busca de melhorias na Universidade. Rafael pouco tempo depois surgiu com o intuito de organizar um filme sobre esta mobilização, daí foi montado, Dias de ocupação, no qual auxiliei sua construção.

E também foi a partir das aulas que comecei a fazer parte do projeto que o estudante de história Ivo Farias estava executando, de documentar Fernão Velho, colaborei com o documentário que ele estava realizando e aproveitei algumas imagens que ele não usou para fazer o meu primeiro documentário, Efernescer.


Vida de Cinefila: Um homem sem limites

Quando comecei o curso em 2003, a grade estava desfalcada sem as disciplinas de cinema que os alunos veteranos tanto me falavam, como Fundamentos de Cinema e Laboratório de imagem.
Em 2005, durante o ENECOM na Ufal, recebi o telefonema de Nilton Resende, que fora meu professor no colégio, convidando para que eu fosse continuista mais uma vez, só que dessa vez numa produção independente.
Eis que aceitei, e foi assim que fui fazer parte da equipe técnica de Um homem sem limites, que nunca foi lançado e os poucos que viram nem querem comentar sobre, rs Mas a experiência foi muito válida, pois foi a primeira vez que eu tava com um grupo direcionado a produzir, foram 12 atores, o diretor, o câmera, o faz tudo e a faz tudo (eu).
Começamos a gravar em novembro de 2005, e minha primeira tarefa foi passar as roupas do figurino a ferro, rs Era responsável pela marcação dos objetos das cenas, por acompanhar se os diálogos estavam corretos, por ajudar em alguma outra coisa que precisasse. Eramos quase uma trupe circense, vagando pelas ruas da cidade, num carro meia-boca, com luz, câmera, boom e atores. Filmamos durante duas semanas pela Ponta Verde e na praça Deodoro. E fomos obrigados a dar uma parada por problemas técnicos.
Só retornamos a gravação em fevereiro de 2006. Fomos gravar numa casa de praia em Porto da Rua, no litoral norte de Alagoas. Primeiramente foi a primeira vez que tive que enfrentar os receios de minha mãe e ir sozinha p um lugar que não conhecia e passar quatro dias dormindo com pessoas q eu conhecia mto pouco, rs
Mas foi muito bacana, depois ainda gravamos a semana seguinte num apê em Cruz das Almas. Participei também do processo de edição, em termos para aprender, e a primeira coisa que aprendi foi que a continuidade não depende apenas da gravação e sim da edição tbm.
É triste saber que eu li o roteiro que achei bacana, mas que no fim das contas a história não rendeu, e assim nunca foi lançada, e eu nunca vi, mas quem sabe um dia eu consigo ao menos ver essa recordação de quando comecei a aprender...

Vida de cinefila: As oficinas de minha vida

É muito louco pensar que mesmo antes de aprender a ser desenrolada, e sem nem conhecer direito Almir Guilhermino e Elinaldo Barros, consegui o contato dos dois e organizei uma palestra sobre o Cinema alagoano. Isto foi no fim do primeiro ano no curso de Jornalismo (2003). Fui guiada pela curiosidade sobre produções alagoanas, como assim nunca tinha ouvido falar sobre isso. Porque quando soube que ela existia, precisava saber mais sobre, e assim foi o jeito. Contudo, encarava ainda o cinema como uma curiosidade, um hobby, levou um tempo p entender que era mais sério, que era a minha vida.

A primeira oficina a gente nunca esquece, rs Pelo menos eu nunca esqueci. Foi em 2004. Guardei até o cartaz que encontrei por acaso, numa época em que eu nem era metida a estar em tudo, rs Mas mesmo sem conhecer quem estava promovendo ou quem ia palestrar, eu lá fui.
Passei três dias ouvindo Marcus Villar, que devo dizer que é uma pessoa muito bacana, falando de sua produção e da realidade de ter um núcleo de produção audiovisual em seu estado. Conheci Hermano Figueiredo que foi quem organizou a oficina, e que mal sabia eu o quanto ele ainda seria importante daí por diante.
Pois a segunda oficina com o Torquato Joel, conterrâneo e amigo do Marcus, também foi organizada por Hermano. Outra na semana seguinte, também organizada por Hermano, pelo Doc TV. Foram as minhas primeiras oficinas de roteiro em 2005, contudo ainda não tinha maturidade para me aventurar a escrever um.

Em 2006, foi a quarta, dessa vez o palestrante foi o próprio Hermano. E ouví-lo por uma semana no SENAC, me fez ao menos esboçar idéias de roteiros. Neste mesmo ano eu realizei a quinta oficina pelo SESC, tbm com o Hermano, mas essa foi mais duradoura, foram quatro meses, com dois encontros por semana, e como uma atividade da oficina era esboçar roteiro, eu tive que esboçar o meu primeiro, chamei de "Des ve-los" e como tinha dificuldades para criar diálogos, acabei por “roteirizar” um curtinha embalado por música, rs Até hoje ele aguarda que eu o desenvolva melhor e o grave, aff

Em 2007 o SESC promoveu uma oficina de Videoarte com o Oscar Malta, foi a primeira oficina com objetivo prático que eu fiz, e foi a primeira vez que eu tive que estruturar o que eu ia filmar, e ter a câmera na mão para filmar. Foi muito deslumbrante essa experiência. Neste mesmo ano, cursei uma ofina de Argumento com o René Guerra, muito intenso e inspirador, tentei desenvolver mais o 'Des ve-los". Fiz também a oficina do Anima Mundi no Sesc.

2008 foi o ano das oficinas. Glauber ministrou uma oficina de Videodança no Sesc, na qual fui assitente de edição. Foi quando surgiu o Olhar Brasil e de maio à outubro eu fiz sete oficinas: Câmeras e mídias, Roteiro, Edição, Desenho de som, Direção de fotografia, Produção e Animação. No fim do ano ainda teve a oficina de Construção do olhar cinematográfico com o René, onde aprendi a valorizar as restrições.

Em 2009 teve a oficina de Laboratório de roteiristas pelo Olhar Brasil, não fui selecionada, mas fiz a primeira semana de gaiata e isso foi muito importante para que eu começasse a formatar o meu segundo roteiro de curta, que foi o primeiro roteiro que gravei.

Estou esperando as próximas oficinas.

sábado, setembro 19, 2009

Madrugada

Queria ela ser assim decidida sacudir a poeira e dar um bela de uma volta por cima e se bobear outra ainda mais por cima. Contudo ela nunca acreditou em superioridade, e isso advém de uma completa baixa autoestima.

Sendo assim volta por cima só em montanha russa com looping que um dia quem sabe ela vai ter coragem de andar.

Advém também da falta de reconhecimento que ela colecionou durante seus anos de vida, de amigos, e não amigos e indefinidos. Das situações em que não ouviu nem um obrigada ou coisa parecida.

E por isso que ela tenta aprender a não morrer na praia, mas a areia às vezes queima os pés, o mar parece revolto, a temperatura parece pouco convidativa e o vento parece indicar a direção oposta...

Queria ela definir uma meta, traçar um plano para daqui a cinco anos, conseguir projetar um futuro promissor onde ao menos metade dos seus anseios fossem atendidos. E quem sabe acreditar em uma sintonia melhor.

Independente da fase ou do estado de espírito ela vai tentando alimentar a fé, a persistência, a empogação e a espotaneidade, mas há de se considerar que cansa, que o desespero às vezes vence, que o desconsolo aparenta ser o seu amigo mais fiel pois sempre atende ao seu chamado, comparado há tantos outros que quase sempre a deixam a ver navios naquela praia estranha, ilhada.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Sempre um recomeço

Fui pensar em como começar mais esse retorno ao escritos internaúticos e me peguei lembrando de um momento muito surreal no começo desse mês, quando fui ao Botequim Paulista comemorar o aniversário de uma amiga muito querida.

Parecia um dia normal, morgado e cansativo, pois para variar, depois de oito horas de trabalho não fui para casa. Cheguei no Botequim já um caquinho, mas foi muito feliz ver o sorrisão da minha amiga, e ela rodeada de amigos. E acaba que o mais curioso desta noite foi os amigos dela.
E talvez a recíproca seja verdadeira, pois para eles eu era uma estranha naquele ninho. Engraçado foi que até perceber a reação deles e os olhares, pensei que estava chegando num universo ufaliniano que me era bem familiar.

Mas quem disse que o seio familiar tem que ser o mais receptivo. E foi assim que eu me tornei uma deserdada filha pródiga, que todo mundo queria curiá e saber de onde vinha e questionar se sabia para onde ia, rs

E ao mesmo tempo posso ser pau para toda obra se estiver tocando conforme a música deles, isso eu nunca quis ser.

sexta-feira, abril 24, 2009

Divagando

Pegou o elevador. Na hora de dizer o andar para o ascensorista, guardou o sorriso envergonhado ao dizer "subsolo". E logo no corredor viu muitos rapazes sentados em cadeiras esperando as salas serem abertas. Sentiu um frio na barriga e não conseguiu nem dizer bom dia, quanto menos perguntar onde ficava o lab 03.

Caminhou pelas salas sem muita pressa e foi acostumando com a sensação de estar de baixo da terra, mas não é q tinha janelas, e tinha até escada. E ao fim do percurso encontrou a sala, está já estava aberta e com muitos rapazes esperando a aula começar. E quando todos terminaram de entrar e quando a aula começou, sentiu como era estar num colégio de rapazes ou cursar engenharia, ciências da computação ou qualquer curso na área de exatas...

E o professor explicava que uma pesquisa num supermercado estrangeiro comprovou que perto do fim de semana aumentava o consumo de fraldas descartáveis e cerveja e diante desta contastação eles reposicionaram a cerveja e as fraldas na mesma pratileira para facilitar as compras e elas ainda aumentaram. De repente ela se vê pensando em voz alta: "só podia ser pensamento de homem." E ao calar-se uma tensão maior do que a que sentia quando percorria toda aquela sala cheia de rapazes para ir ao banheiro, até constatar que os rapazes acharam graça, "livrei-me de uma boa" pensara. 

Ela mesmo nem se reconhecia, antes na escola, em palestras, reuniões ou quando cursava jornalismo, nunca se posicionara tanto e olha que ela nem entende do assunto. Conversou com o professor em todos os intervalos. Ao retornar do almoço o assunto começou a complicar a cabeça a fervilhar, mas sobreviveu. Mas os próximos 18 meses ainda a deixam apreensiva...

sábado, março 21, 2009

Vida de Cinefila: Primeiro Grupo de Cinema

Imagine a seguinte situação: Você estuda num colégio de freiras, embora nenhuma delas seja mais professora ou se quer as veja pelos corredores. Mas isso ao menos serve para descrever que é um colégio conservador. Você está em seu segundo ano neste colégio, começou fazendo a 8ª série em 1999, hoje 9º ano do ensino fundamental, e está cursando o 1º ano do ensino médio. Em particular você não tem muitos amigos, embora conheça muita gente, mas está na idade de começar a entender quem verdadeiramente é amigo e quem é mero conhecido.
Não curte muito os professores, só o mais jovem de todos que tem pinta de artista e que por ser professor de redação faz umas leituras muito interessantes com sua vozeirona.
Próximo ao fim do ano você fica sabendo que estão montando um grupo de cinema, tinha outros grupos de leitura, de catecismo e de nem sei mais o que. Contudo o de cinema definitivamente é o que parece mais atrativo. E você não tinha mais nada para fazer, pensou que ao menos com esse você poderia se divertir, quem sabe até assistir uns filmes legais, tipo aqueles que você ainda não tinha visto na TV ou locado.
Logo na primeira reunião fica claro que você é diferente das pessoas que também interessaram-se por este mesmo grupo, pois todos querem ser atores e atrizes e você definitivamente não quer isso, pois nunca conseguiu ver-se desse jeito. Outra coisa que fica bem evidente é que o objetivo do grupo é o de filmar uma adaptação de um conto de Lygia Fagundes Teles. E você entra nessa sem nem saber como faz ou se sabem fazer, mas é interessante. Sim, mas tem uma coisa muito importante que é o organizador do grupo, diretor e roteirista do projeto é aquele professor de redação bacana, super desenrolado. E ele ao ver que pode ter em você um apoio técnico logo lhe coloca na assistência sem pestanejar.
Poucas reuniões ou ensaios depois, lá estão vocês no “set” que você como nem sabia nada de termos técnicos possivelmente nem chamava assim, mas inacreditavelmente você sabia o que era ser um continuista e assim assumiu esse cargo.
Contudo houveram gravações que foram fora do colégio e a noite e por ter 16 anos e não conhecer o professor sua mãe não lhe deixou ir.
Você como sua mãe, nem deu muita importância a isso.
Obviamente que muitos anos depois ou talvez uns dois apenas quando você finalmente restabeleceu contato com aquele professor e pode ver o vídeo, era impossível não perceber os erros que foram acentuados com a sua ausência nas gravações que sua mãe não lhe deixou ir.
Achou bonzinho o resultado, e nem quis ficar com cópia.
Na verdade você nem imaginava fazer nada próximo a isso de novo.

E mesmo depois de entrar na faculdade de Jornalismo em 2003 e com isso começar a frequentar oficinas de cinema e a tentar ser frequentadora de um cineblube, também não fazia planos de encarar essa arte a sério, estava ainda formando-se como apreciadora dela e se achando nesse mundo.
Por isso ia muito esporadicamente ao Espaço Cultural, para a saleta onde os meninos se espremiam nas cadeiras "confortáveis" de madeira, formando um enfileirado de cabeças que revezavam em ficar na frente na hora q vc mais estava prestando atenção no filme.
Você não tinha muita intimidade com discussões fílmicas ou com os grandes clássicos e como ia esporadicamente perdia de ver muita coisa boa, mas o seu olhar ainda era muito imaturo para muitos estilos cinematográficos, algumas histórias e polêmicas ainda lhe eram incompreensíveis.
E assim permaneceriam por mais algum tempo.

2000 inove

E a inovação é retomar isso aqui.
Num balanço desse primeiro trimestre pode-se dizer que 2009 tem sido um ano tranquilo e ainda novo.

Foi o primeiro ano que comecei com carteira assinada algo bom para uma futura aposentadoria, mas ainda precisa de muito chão para que com isso venha a garantia de um bom sustento.
Sim, estou num bom emprego, ainda não é o dos sonhos, mas me permite ver um futuro no que faço e ver as possibilidades para concretizar as etapas que preciso para chegar próximo aos sonhos, rs

Cenas dos próximos capítulos:
Ainda teve Olhar Brasil em Janeiro, teve também o fato de não ter sido selecionada, e de ter que ser entrevistada.
Uma de minhas primeira inovações foi começar a fazer hidroginástica.
Construi meu primeiro roteiro de documentário.
E meti a cara para ir gravar o Corujão em fevereiro.
E meti a cara para viajar para Bahia.