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domingo, junho 24, 2007

Para não parar de escrever

Ela sempre gostou de escrever...
Escrevia para acalmar os pensamentos...
Escrevia para contar um pouco de sua vida a amigos tão queridos...
Escrevia para ajudar a organizar a sua memória...
E quando não escrevia, falava, e falava o que queria escrever ou escrevia sobre o que tanto já havia falado...

Mas ela sempre tinha as fases em que tudo o que mais precisava era escrever e isso era o que menos ela conseguia fazer... Por não parar e apanhar um pedaço de papel para fazê-lo, por esquecer de separar um tempo para isso, ou por estar superando algum acontecimento, entre outros...
E teve um há seis meses atrás que fez ela parar mais uma vez de escrever, pois fora a dor mais forte que ela já sentira, a ausência mais dolorida, a perda mais inesperada...
Passara um mês muito triste e aos poucos a tristeza foi passando, a saudade aumentando, mas ao menos as lembranças passavam a doer menos no nascer de cada dia...
Ela não parou de viver, mas para superar a dor precisou não resgistrar o que aconteceu, não escrever sobre ou não escrever principalmente sobre como os dias não eram mais tão felizes como haviam sido...
Mas ela que perdera uma felicidade tão intensa, descobria algumas pistas de tantas outras ao longo desses seis meses...
Os seus amigos voltavam de uma maneira tão intensa, ou mais, a ser o seu porto seguro, vivia uma fase de sintonia indescritível com eles, e fora superando aquela perda...
e tudo culminou para um novo despertar, tudo e um observador em especial, que através de palavras deu a ela tudo o que ela sempre duvidou que tinha... Deu a ela principalmente a liberdade de seguir com quem a queira acompanhar e/ou sem más companhias...
Era inevitável enxergar que ela entrava numa nova fase e que seguiria sozinha, ou com quem soubesse arrebatá-la ou com quem realmente quisesse seguir com ela, pois ela não olharia para trás, nem faria concessões, ou muito menos se preocuparia em perder o que nunca fora dela...

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